André Veríssimo e Ana Marcela integram o ECO

Imagem: @ECO_PT (Twitter)

Os jornalistas André Veríssimo e Ana Marcela vão fazer parte “da chamada ‘alta direção’ do ECO”, avança o Meios & Publicidade. O antigo diretor do Negócios vai ocupar o cargo de redator principal. Por sua vez, a jornalista do Dinheiro Vivo vai ser diretora executiva da Pessoas.

O publisher do ECO, António Costa, releva ao Meios & Publicidade a “contratação de relevo” de André Veríssimo, traduzindo-se num “reforço importante do ponto de vista editorial”. Além de ser redator principal, um cargo que não existia no ECO, André Veríssimo vai também liderar os projetos de parcerias editoriais.

Já Mariana Araújo Barbosa mantém-se como cronista da publicação, deixando o jornalismo e a posição de diretora executiva da revista Pessoas a cargo de Ana Marcela, a partir de junho. Esta jornalista vai também assumir funções na edição do Eco News.

“IA e o Futuro do Jornalismo” em conferência

Imagem: https://conferenceaijournalism.pt/

Nos próximos dias 11 e 12 de maio, realiza-se a Conferência de Alto Nível “Inteligência Artificial e o Futuro do Jornalismo – A IA tomará posse do 4.º poder?”, um evento online e gratuito levado a cabo no quadro da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.

O objetivo é “sensibilizar para a adoção e o impacto da Inteligência Artificial (IA) na produção, distribuição e consumo de notícias”, bem como “promover uma reflexão sobre o jornalismo do futuro na era digital”, explica-se no site do evento.

A cerimónia de abertura vai ser presidida pelo secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, e o encerramento fica a cargo da secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, da vice-presidente para os Valores e a Transparência da Comissão Europeia, Vera Jourová, e da ministra da Cultura, Graça Fonseca.

De acordo com o programa, a iniciativa vai reunir ainda “representantes de alto nível do setor dos media noticiosos, organizações representativas dos jornalistas, centros de formação de jornalismo, responsáveis da academia, representantes dos Governos e autoridades nacionais e internacionais”.

Centromarca premeia reportagem sobre dropshipping

Imagem: Matt Botsford

A reportagem Dropshipping: Estes produtos “portugueses” afinal vinham da China foi o trabalho vencedor do “Prémio Jornalismo que Marca”, atribuído pela Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca à jornalista da Rádio Renascença Inês Rocha.

O trabalho sobre este modelo de negócio, através do qual uma mercadoria é enviada diretamente do armazém do fornecedor para o cliente, apresenta casos de empresas que anunciavam produtos como sendo portugueses, mas que eram afinal provenientes da China e sem qualidade.

Para o diretor-geral da Centromarca, Pedro Pimentel: “Além de revelar riqueza de detalhes e criatividade na abordagem ao tema, a peça também nos permite notar a confiança que o consumidor demonstra em relação às marcas portuguesas, levando-o a adquirir determinados produtos sem duvidar da origem nem da qualidade”.

O “Prémio Jornalismo que Marca”, no valor de 2.500 euros, destina-se “a distinguir os trabalhos jornalísticos na área da Marca e a contribuir para a dinamização do trabalho jornalístico dedicado a esta temática”, de acordo com a Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca.

A jornalista da Rádio Renascença Inês Rocha foi a vencedora da terceira edição, tendo sido anunciada no passado dia 26 de abril, data em que se assinala o Dia da Propriedade Intelectual.

Indigitada nova Administração da RTP

O Conselho Geral Independente (CGI) indigitou o novo Conselho de Administração da RTP para os próximos três anos. Os novos membros para o mandato 2021-2023 são Nicolau Santos como presidente, Hugo Figueiredo como vogal e Ana dos Santos Dias como responsável pela área financeira.

Estes dois últimos responsáveis transitam da equipa de gestão anterior, enquanto que Nicolau Santos cessa funções enquanto presidente da Lusa. Assim, aguarda-se a indicação de quem passará a dirigir a agência de notícias.

Sobre o presidente cessante do Conselho de Administração da RTP, Gonçalo Reis, o CGI realça, em comunicado enviado esta terça-feira, o “contributo liderante e decisivo, durante dois mandatos, para a afirmação da RTP como serviço público de media diferenciado e de qualidade e como marca de prestígio e credibilidade”.

Hugo Figueiredo mantém-se então como vogal responsável pelos conteúdos e Ana Dias permanece como vogal responsável pela área financeira, “após parecer prévio favorável do membro do Governo responsável pela área das Finanças”, reportou o CGI .

Media enviam carta a PM por ausência de medidas

Imagem: Tim Mossholder

A Associação Portuguesa de Imprensa, a Associação de Imprensa de Inspiração Cristã, a Associação Portuguesa de Radiodifusão e a Associação de Rádios de Inspiração Cristã enviaram, esta semana, uma carta ao primeiro-ministro (PM), alertando para o facto de o Conselho de Ministros para a Cultura, realizado esta segunda-feira no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, “não ter tratado de questões relevantes para o setor dos media em Portugal”.

Em comunicado, estas associações, que “empregam mais de 50% dos jornalistas em Portugal”, explicam que “expressaram a sua preocupação com o facto de a lei orgânica do Governo estabelecer que a Cultura é a área executiva em que se insere a atividade da comunicação social, temendo que não se verificará uma nova oportunidade para, antes da implementação do Plano de Recuperação e Resiliência”, já enviado a Bruxelas, “fazer uma avaliação e atribuição de apoios que assegurem a manutenção do ambiente mediático em Portugal”.

Embora referindo “a esperança de que muito brevemente” possam “contar com a atenção e o interesse do Governo para os problemas” do setor, as associações apontam ainda que, nos últimos meses, “acentuaram-se as condições negativas resultantes da contração económica motivada pela pandemia”.

Atrasos nos pagamentos da Global Media, denuncia SJ

Imagem: Sindicato dos Jornalistas

Esta terça-feira, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) denunciou que tem vindo a ser contactado por um “número considerável de trabalhadores precários” que se queixam de anda não terem recebido o respetivo pagamento, este mês, por parte da Global Media Group.

Estão em causa os trabalhos realizados durante o mês de fevereiro e os jornalistas nesta situação “trabalham para o Diário de Notícias, TSF, Jornal de Notícias, O Jogo, entre outros títulos, a recibo verde”, reporta o SJ.

Neste contexto, o sindicato recorda que, “já este mês, na sequência de uma carta enviada por um grupo desses colaboradores, denunciando o atraso reiterado no pagamento das peças, o SJ solicitou uma reunião à Administração do grupo, que ainda não encontrou tempo de agenda para esse encontro”.

Tendo ainda em conta o anúncio de que a Global Media vai avançar com um plano de apoio à retoma, o SJ “sublinha a preocupação com o futuro” de “um dos maiores grupos privados de comunicação em Portugal”, garantindo entretanto que vai estar atento atento à aplicação dos cortes no tempo de trabalho nos órgãos de comunicação social que aderirem ao Apoio Extraordinário à Retoma Progressiva.