A disputa pelo maior budget e pela maior proximidade à gestão entre as relações públicas e o marketing acabou. Não existe mais relações públicas e não existe mais marketing. Hoje, a reputação, a confiança, a transparência, a relação com stakeholders, clientes, consumidores e as vendas interligam-se numa estrutura integrada que articula as táticas de persuasão com a arte de contar uma história, de criar valor, de interagir e de envolver a comunidade.

A comunicação integrada surge na junção do POE, o modelo tradicional da comunicação que segmenta os media em Paid, Owned e Earned, e antecipa uma revolução na comunicação empresarial, alterando as organizações, as competências, a cadeia de valor, o budget e sobretudo o posicionamento das estruturas de comunicação face ao consumidor.

A comunicação integrada concilia diferentes suportes. O conteúdo adapta-se e circula entre os meios físicos e online. Contudo, é no espaço digital que está a sua essência.

Assim, o novo profissional da comunicação integrada é um super polivalente que tem que conjugar os conhecimentos que estão na base da comunicação empresarial, marketing, gestão empresarial, escrita criativa, com conhecimentos técnicos profundos sobre html 5, SEO, Google ad sense, queries e todas as tecnologias que proliferam e que permitem ativar comunicação digital. O espaço da comunicação digital integrada é um espaço em que a história é o epicentro e que para além da oportunidade, da relevância ou da proximidade do seu conteúdo ao target, esta depende ainda de uma grande capacidade de manobrar todas as ferramentas de massificação do conteúdo e de dashboards de avaliação dos resultados.

Não tem estas competências todas? É normal. São raros os profissionais da comunicação que conseguem hoje reunir um pouco de cada uma destas áreas e, por agora, a solução vai passando por envolver equipas multidisciplinares. Mas, se quer ter o seu futuro na mão e ser um super gestor de comunicação integrada, comece já a aprender o mais possível. Isto não quer dizer que tenha que dominar todas estas ciências, saber programar ou conhecer profundamente o código informático, mas sim dizer que tem que entender como funciona, como se operacionaliza, quais são os fatores que condicionam e quais as oportunidades que possibilita.

About Uriel Oliveira

É vice presidente da Cision Portugal, coordena as unidades operacionais da organização e é responsável pelo desenvolvimento do negócio, inovação, marketing e plano global de comunicação.
É licenciado em comunicação empresarial e trabalha em media intelligence há 24 anos.
Responsável pela gestão de contas de grandes clientes empresariais, instituições governamentais, particularmente na negociação, desenvolvimento de projetos e relacionamento institucional.
Adora trabalhar em novos projetos, desenvolver novas ideias e estar em contacto permanente com os clientes.
Gosta de viajar, conviver, de música e de gastronomia.